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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Brasil e Irã

Você deve ter assistido ontem nos principais telejornais e lido hoje nos jornais que o presidente Lula recebeu o líder do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e que, por isso, o Brasil apoia o terrorismo, está no Eixo do Mal dos EUA, etc.

Não é nada disso. Reproduzo abaixo um artigo de Eliane Cantanhêde (quem diria!), da Folha de S. Paulo, que vai contra o provincianismo e a falta de conhecimento das relações internacionais.

Antes perto do que inacessível

BRASÍLIA - Mahmoud Ahmadinejad vem aumentando sua presença na América do Sul, que fica logo abaixo e sofre influência direta do arqui-inimigo do Irã, os EUA. Não deve ser por acaso.
Primeiro, Ahmadinejad passou a visitar a Venezuela com uma frequência curiosa. Depois, aproximou-se do Equador e da Bolívia. Agora, botou literalmente os pés no Brasil, trazendo mais de 200 empresários de vários ramos, de agricultura a energia.
Diplomacia se faz muito pelos interesses bilaterais, um pouco pelos regionais e às vezes pelos multilaterais. Na vinda de Ahmadinejad, esses três ingredientes estiveram fortemente presentes, enquanto gays, feministas, bahá'ís e judeus gritavam do lado de fora dos palácios. Para o mundo ouvir. A visita é mais um marco da polêmica política externa brasileira, que já criou "frisson" com uma cúpula Mercosul-países árabes em Brasília e atraiu ao país num só mês os presidentes de Israel, da Autoridade Palestina e agora do Irã.
A intenção não é assumir um lado da questão, nem apoiar o regime iraniano, muito menos compactuar com as barbaridades de Ahmadinejad, que nega o Holocausto e já pregou "varrer Israel do mapa".
É, ao contrário, fazer como o Brasil faz inclusive com a Venezuela de Chávez: perto o suficiente para ter penetração e diálogo, longe o necessário para não se comprometer com regimes, governos ou decisões pontuais. Ao contrário, tendo força moral para criticá-los. É melhor ter o Irã por perto e submetido a alguns compromissos do que tê-lo isolado para fazer o que bem entender. Aliás, o simples fato de haver uma crescente oposição interna é bom sinal. Ahmadinejad sabe que ela não está sozinha e que o mundo está de olho. Não deixa de ser uma forma de proteção.
Engana-se quem acha que é uma ação do Brasil veladamente contra os EUA. Ao contrário, trata-se de um jogo bem combinado.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

20 de novembro

Pequena homenagem ao Dia da Consciência Negra.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Publicidade inócua

Exemplo de dinheiro (público) mal gasto com publicidade. A quem esse tipo de campanha sensibiliza?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SP perde espaço no PIB. Não podemos mais nos separar

Deu na imprensa: "Diminui participação de SP no PIB".

O que dirá a elite separatista de São Paulo? Afinal, se continuarmos perdendo participação no PIB não poderemos mais nos separar dessa gentinha (nordestinos principalmente) e formar a república paulista. A foto acima é para mostrar a eficiência do governo do estado.

Influenciada pela queda da participação da indústria paulista na economia brasileira, a Região Sudeste viu sua contribuição para o produto Interno Bruto (PIB) do país cair de 59,1% para 56,4% entre 1995 e 2007.

Os dados constam da publicação Contas Regionais do Brasil e foram divulgados hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou, por outro lado, avanço de 12% para 13,1% da contribuição do Nordeste.

De acordo com a pesquisa, no período, a fatia de participação de São Paulo na economia brasileira caiu de 37,2% para 33,9%, refletindo, principalmente, a queda de 4,3 pontos percentuais da indústria de transformação, a maior taxa dentre as 27 unidades da Federação.

A economia paulista também registrou perda de participação de 9,1% na indústria geral, além de queda de 1,5 ponto percentual nos setor serviços. A agropecuária, entre 1995 e 2007, por outro lado, avançou 1,4 ponto percentual.

“Isso quer dizer que os estados menores estão seguindo suas potencialidades e algumas indústrias têm procurado chegar mais próximo da matéria-prima e do consumidor, favorecendo uma pequena desconcentração econômica”, explica o gerente do IBGE, Frederico Cunha. (Da Agência Brasil)

Vídeo


Estive pesquisando, para um trabalho da pós-graduação, videos de desfiles antigos das escolas de samba do RJ. É muito interessante ver as diferenças. Aqui, em 1982, o Império Serrano ganhava seu último título com o enredo
BUMBUM PATICUM BUM PRUCURUNDUM. O mais curioso é que o desfile começou às 11h. A temperatura estava em 35 graus.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Aécio candidato?

Acabo de ler o resultado do encontro entre o presidenciável do PSB, Ciro Gomes, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). A declaração de Ciro, segundo a Folha Online, é a seguinte: "Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, penso que sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais.”

Portanto, acende-se a luz amarela no campo da candidatura da ministra Dilma Rousseff, do PT. Isso porque Aécio já é o preferido por setores do DEM e representaria melhor o pós Lula da oposição do que José Serra. Aécio fugiria mais facilmente da armadilha da eleição plebiscitária (comparação de oito anos de FHC X oito anos de Lula) e ainda por cima pode gerar, acredito, uma crise na aliança PMDB/PT.

Caso José Serra não seja o candidato tucano à presidência teremos um embate difícil para o campo petista.

Na última sexta-feira o editor do jornal onde trabalho iniciou pergunta a Serra, durante evento aqui em Osasco, sobre a possibilidade dele não vir a ser candidato. Antes da conclusão da pergunta o governador "deu dois leves tapinhas" nas costas do entrevistador e saiu andando.

Febeapá* - O filho de FHC


Se você acompanha com atenção os jornais deve ter ouvido falar que o ex-presidente FHC reconheceu o seu filho fora do casamento com a jornalista da Globo Miriam Dutra. O rapaz (Tomaz) tem 18 anos e é fruto da relação de FHC com a jornalista quando o tucano ainda era senador.

Por que a imprensa em geral escondeu, por 18 anos, a história? Ah, mas diz respeito à vida privada! E daí? Quem não se lembra da Lurian, filha do presidente Lula, amplamente utilizada por adversários e mídia na campanha de 1989?

Aliás, a Globo "exilou" a jornalista na Europa. Primeiro em Lisboa, depois Barcelona, Londres e Madri.

Agora que FHC não passa de um ex-presidente com baixa popularidade, que só tem a serventia de prejudicar seus aliados, decide reconhecer o filho e, nas páginas da Folha de S. Paulo, sai por cima. Veja só:

"Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento. Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano", diz matéria assinada pela jornalista Mônica Bergamo.

Ora, em duas campanhas presidenciais (1994 e 1998) o assunto foi "esquecido". Agora, por que FHC teve a brilhante ideia de reconhecer o filho exilado. Peso na consciência? O jornalista Rodrigo Vianna tem algumas teorias. Leia AQUI.

*Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País). Criação de Sergio Porto, com o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Aqui no blog vai servir para identificar as besteiras do PIG, criação de Paulo Henrique Amorim.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O caso Geisy

Agradeço a Geisy

por Eduardo Guimarães, no Cidadania.com

Poucos assuntos esquentaram tanto a galera quanto esse caso da Uniban e o massacre moral que praticou contra a estudante Geisy Arruda. Li vários textos interessantes, que abordaram desde os aspectos mais tétricos do que fizeram com a moça quanto o que ela fará com a fama conquistada – se posará para a Playboy ou se estreará algum programa infantil na Globo, onde poderá exibir seus dotes físicos para crianças pequenas, grandes e até para as da terceira idade.

O que chama a atenção até da imprensa internacional nesse caso é o surto moralista numa sociedade conhecida por exibir mulheres completamente nuas na tevê no Carnaval. Chamam atenção os que se escandalizam com três centímetros a mais de coxa e com o rebolar de uma jovem. Pergunta-se como coexistem com os festejos carnavalescos por quatro dias ao ano.

A mim não importa o que Geisy fará com a fama, com o papel de namoradinha – e que namoradinha! – do Brasil, se é que fará. Em minha opinião, se ela puder transformar esse limão numa limonada, acharei até justo. Não só porque ela precisa e tem direito tanto quanto qualquer BBB da vida, mas porque teve a coragem de expor essa safadeza dessa universidade sem-vergonha, hipócrita, dirigida por gente que toca uma universidade como se fosse a venda da esquina, onde “o cliente sempre tem razão”.

Outras se recolheriam, sumiriam no nada de onde vieram com medo da exposição e dos advogados da poderosa universidade. Por enfrentar tudo o que está enfrentando – ataques à sua honra por mentirosos que não hesitaram em inventar que ela começou a mostrar as “partes íntimas” para todos –, Geisy poderá ajudar a que se faça na questão da absurda discriminação contra a mulher que se viu o que a comunidade internacional está fazendo com Honduras ao não permitir que os golpistas se dêem bem.

Os trogloditas de todas as idades e posições da Uniban também não podem se dar bem. E os trogloditas metidos a machões que quiseram filmar por baixo da saia da garota ainda estão tendo que agüentar a fama não de homossexuais por a instituição em que estudam estar sendo chamada de “Unibambi”, pois o homossexual masculino adora mulheres, torna-se amigo delas, muitas vezes o melhor. A fama é de misóginos, de homens que odeiam as mulheres a ponto de fazerem o que fizeram com Geisy.

E é muito bom que seja assim. E muito melhor ainda que a imprensa esteja cumprindo seu papel. Há que pressionar para impedir que a conduta desses energúmenos tenha sucesso. Todos temos irmãs, mães, filhas, netas. Nenhum de nós quer correr o risco de vê-las sendo chamadas de “putas” e de “vagabundas” – ou até sofrendo ameaça de estupro – por algum palhaço achar que aquela roupa dela revela mais do que deveria.

Por tudo isso é que quero agradecer a Geisy e fazer votos de que toda essa barbaridade pela qual ela está passando possa ao menos resultar em um emprego melhor do que aquele que tem na vendinha próxima de sua casa, onde trabalha honestamente segundo depoimentos do patrão, dos vizinhos, dos amigos e de sua família, os quais garantem, todos, ser ela uma moça “de família”. Não sei o que é moça “de família”, mas sei que, com sua coragem, Geisy ajudou muito as mulheres.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Marina Silva faz a alegria dos anti-petistas


A senadora Marina Silva, do Acre, anunciou no fim da manhã o seu desligamento do Partido dos Trabalhadores (PT), na Comissão de Meio Ambiente do Senado. Ela disse que o fato não quer dizer que esteja rompendo com o partido, ao qual foi filiada por 30 anos.

A ex-ministra do Meio Ambiente, que tem 51 anos, afirmou que, a partir de agora, se sente livre para conduzir as conversas de filiação com o Partido Verde (PV). Disse ainda que fará uma “revisão programática” para adoção de um modelo sustentável como o do PV.

Na terça-feira, 18, o ministro da Justiça, Tarso Genro, deu a entender que Marina Silva serve aos interesses da oposição ao governo Lula. "90% dos apoios que estão dando a ela são apoios contingentes dentro do processo eleitoral. Grande parte dos conservadores, neo-liberais, oposicionistas, antipetistas, antiLula, apoiariam até o Abimael Guzmán do Sendero Luminoso contra o PT e o Lula. A Marina vai pensar nesse passo que vai dar", afirmou Genro.

Uma mostra de que o desligamento da senadora do PT, de fato, agrada à direita e à oposição ao Planalto é a fala da jornalista Lúcia Hippólito na CBN. Conhecida por seu horror ao governo Lula e tudo o que o cerca, a jornalista saudou a simples possibilidade de Marina ser candidata à presidência da República como uma importante "novidade". Isso porque, para Lúcia Hippólito, "não existem grandes diferenças entre Dilma e Serra".

Criacionismo
Não é tão estranho que a ex-ministra Marina Silva tenha adotado a postura de sair do PT e ser inocente útil de PSDB e DEM. Suas posições nem sempre são tão progressistas quanto querem fazer crer seus admiradores, entre os quais seus novos fãs, os buldogues da grande mídia.

Em entrevista a um blog de jovens adventistas no ano passado, por exemplo, ela defendeu o ensino do criacionismo nas escolas, posição defendida pelos setores mais conservadores da sociedade.

Na ocasião, matéria da revista
Época afirmou que, "ao dar ao criacionismo o mesmo status do evolucionismo, Marina Silva comete uma perigosa confusão entre fé e ciência".

Publicado no site do jornal Visão Oeste
Foto: Marcello Casal Jr./ABr

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lei antifumo

É incrível. Estive no Vila do Samba ontem e não voltei cheirando cigarro.

Não da para misturar ideologia ou questões partidárias nessas discussões. Assim como a Lei Seca aprovada pelo presidente Lula (a qual concordo, embora não cumpra), a lei antifumo do Estado também é boa. Em algumas questões a lei não pode ser branda mesmo.

Curioso que a esquerda em geral não reclamou quando foi aprovada a Lei Seca. Na essência, as duas leis foram feitas para salvar vidas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Clara Nunes


Se ainda estivesse viva Clara Nunes completaria hoje 67 anos de vida.
Nascida na pequena cidade de Caetanópolis, em MG, destacou-se ainda na infância, quando se apresentava em concursos locais na cidade. Na adolescência, já em Belo Horizonte, conheceu o violonista Jadir Ambrósio (compositor do 'Hino do Cruzeiro') que, admirado com seu talento, a levou a vários programas de rádio. Também em BH conheceu Aurino Araújo, que viria a ser seu namorado e empresário por 10 anos. Aurino a levou para conhecer muitos artistas, principalmente na noite de BH.

No ano de 1965 foi para o Rio de Janeiro. Morou em uma "vaga" na rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Por essa época, apresentou-se em vários programas de televisão: José Messias, Chacrinha, Almoço com as Estrelas e programa de Jair do Taumaturgo. Ainda nesse ano, fez teste como cantora na gravadora Odeon e registrou pela primeira vez a sua voz em um LP lançado pela rádio Inconfidência de Minas Gerais, ao lado de outros artistas, pela mesma gravadora.

Antes de aderir ao samba, cantou bolero, percorreu emissoras de rádios e televisão, escolas de samba, clubes, programas de auditórios e casas noturnas nos subúrbios do Rio de Janeiro.

Clara Nunes faleceu no Sábado de Aleluia do ano de 1983, após uma cirurgia, aparentemente banal, depois de 28 dias no CTI. Seu corpo foi velado por mais de 50 mil pessoas na quadra da escola de samba Portela. O enterro, no dia dois de maio no cemitério São João Batista, foi acompanhado por uma multidão de fãs e amigos. Em sua homenagem, a rua em Madureira onde fica a sede da Portela, sua escola de coração, recebeu seu nome.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
http://www.dicionariompb.com.br/


Recentemente li sua biografia no livro Clara Nunes – Guerreira da Utopia, do jornalista Vagner Fernandes. Além da riqueza de detalhes sobre a vida pessoal e artística da grande cantora, o livro ainda possui diversas fotos do mundo de Clara Nunes. O livro é fantástico e, mesmo quem nunca ouviu falar em Clara Nunes, se ler o livro será com certeza mais um fã.

Abaixo uma simples poesia que fiz para homenagear essa maravilhosa cantora.

Clara Guerreira
Carlos Ferreira

Do interior de Minas
Uma grande cantora surgiu
Para o Brasil

Cantou bolero
Mas ao samba sucumbiu

No Rio de Janeiro
Construiu carreira
Bateu no terreiro
É Clara guerreira!

Com talento e luz
Defendeu com louvor
A Portela de Oswaldo Cruz

Das viagens à África, trouxe ritmos e danças
Que embalavam seu grande amor pelas crianças

Salve Clara a Guerreira!
Salve Clara a Guerreira!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Renê Sobral

Estive no Capella Beer, em Pinheiros, para conferir o "Terreirão do Sobral", com Renê Sobral. Além dele cantar bem, tem um repertório que eu gosto. Muito Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, mas também mandou algumas "da antiga". Como essa: "Tempos Idos", do Cartola.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Jair Rodrigues: "ainda vou pertubar vocês muito tempo"

Foto: Eduardo Metroviche

Tive a oportunidade, hoje, de entrevistar Jair Rodrigues. Dispensa apresentações, mas quem não conhece muito da história e discografia não deixe de acessar o site oficial dele.

O novo trabalho, “Festa para um Rei Negro
”, pode ser considerado um resumo da sua carreira?

Não é bem um resumo. É um seqüencial, porque, desde 1957 eu cantava na noite e morava em São Carlos (dos 14 aos 19 anos). Então, me profissionalizei na noite, onde você tem que cantar de tudo. Quando vim para São Paulo, no finalzinho de 1959, vim morar em Osasco, aqui em Jardim D’Abril com meu irmão. Trabalhava numa alfaiataria chamada Primor, na rua Antonio Agu. Depois fui fazendo sucesso, as coisas foram acontecendo de uma maneira que eu agradeço a Deus. Nesse trabalho de 50 anos [de carreira] procurei as músicas do começo. O Deixa Isso Pra Lá, Disparada, Triste Madrugada, Tristeza, e outras. Tem alguns convidados, o Wilson Simoninha, Max de Castro, Rappin Hood e meu sobrinho, Rodrigo Ramos, cantam o Deixa Isso Pra Lá, que foi a abertura do espetáculo. Depois veio a Alcione, Jorge Aragão, Jairzinho, Luciana Melo, Pedro Mariano, o Pelé e o Xitãozinho e Chororó.

Como escolheu o repertório?

Quase não precisou escolher. Quando faço shows sempre canto essas músicas. Foi fácil. Todo o trabalho foi uma coisa tão gratificante, porque hoje em dia pra se fazer um CD ou DVD demora de 6 meses a 1 ano, toda essa parafernália...E ali, com todos esses convidados e os músicos, foi um disco feito em apenas 2 horas e, quando foi para mixagem, se mexeu em menos de 3% das coisas. Foi uma coisa extraordinária.

O disco comemora 50 anos de carreira. Tem alguma coisa ainda por fazer?

Quando vou gravar um disco, primeiro escolho na discografia que eu tenho, como Noel Rosa, Ari Barroso, Cartola, Nelson Cavaquinho, Ataulfo Alves, Vicente Celestino e tantos outros. Aí procuro umas quatro ou seis músicas do baú e depois peço pro Jairzinho fazer uma música pra mim. Saio também ligando pros meus amigos compositores de Salvador, Minas Gerais e assim por diante. Então eu recebo muita coisa. Mas, enquanto Deus me der vida, se ele me deixou até agora com 70 anos, acho que ainda vou pertubar vocês muito tempo ainda (risos). Estou há 50 anos sempre lutando e isso é uma coisa para deixar pra essa juventude, pra eles terem um espelho.

Já que falou sobre os mais jovens, você gravou um álbum com um grupo jovem (Quinteto em Branco e Preto). Qual sua opinião sobre a renovação do samba?

O samba é tipo da coisa que não envelhece nunca. É a tradição musical do Brasil e, quando gravei com o Quinteto, essa rapaziada foi lançada pela Beth Carvalho, mas só estavam para acompanhar os artistas. Então, quis fazer um negócio para mostrar o trabalho deles como produtores, cantores, músicos. São uns meninos que estão merecendo mais espaço. Nós nos juntamos, gravei pela Trama e até coloquei o nome do disco Jair Rodrigues em Branco e Preto, que é pra que fiquem de olho nesses meninos maravilhosos. Mas, por enquanto, ainda estão num certo marasmo que falta alguém pegar e falar “vamos em frente”, como foi o Fundo de Quintal, os Originais do Samba.

Você gravou muitos sambas-de-enredo. Este é um gênero que deu uma caída. Concorda?

Jair Rodrigues e Elza Soares foram os dois primeiros que gravaram os sambas-de-enredo. Até 1970 e pouco não havia aquela divulgação no rádio. O primeiro samba que gravei foi Bahia de Todos os Deuses, ‘Bahia os meu olhos estão brilhando/meu coração palpitando’, do Salgueiro (1969), e a gente levou o samba-enredo pro Brasil e pro mundo. Um dos sambas mais conhecidos eu gravei. Aliás, é o título do meu DVD Festa pro Rei Negro, ‘Ô-lê-lê, ô-lá-lá/Pega no ganzê/Pega no ganzá’. Depois a rapaziada foi perdendo a inspiração. De repente os sambas-enredo viraram qualquer coisa. Umas letras que ninguém entendia, sem pé nem cabeça. Mas, mesmo assim ainda tem alguns bem feitos. De repente a gente foi proibido de gravar os sambas-de-enredo, dizendo que a gente gravava de um jeito e nas quadras era cantado de outro. Tremenda de uma cascata. Por isso, o último que gravei foi nos anos 80.

Quais os dois melhores sambas-de-enredo da história?

O “Aquarela Brasileira” (de Silas de Oliveira, Império Serrano, 1964) foi o mais perfeito. Lembra até o Hino Nacional. E um samba do Martinho da Vila [e Rodolpho], “Iaiá do cais dourado” (Vila Isabel, 1969).

Participou do programa "O Fino da Bossa" com Elis Regina. Qual a importância da Elis na sua carreira?

O nosso encontro foi importante para a Elis, para o Jair, para a música popular brasileira. Fizemos um estardalhaço danado nos anos 60. Nos dias 8, 9 e 10 de abril de 1965 fizemos um show juntos no teatro Paramount, na Brigadeiro Luís Antônio e, como éramos da mesma gravadora, lançaram o disco e vendeu mais de 1 milhão de cópias. Depois apresentamos o programa “Fino da Bossa”, três anos de sucesso. Viajamos por esse mundo afora e foi de suma importância. Existia o respeito, a amizade. Eu sou fã dela e ela não deixava por menos, dizia: “meu negão, sou fã de você”. Até quando nos conhecemos, em 1964, no Rio, ela me pediu um autógrafo e eu também, no programa do Airton Rodrigues, o “Almoço com as Estrelas”. Ela foi uma vencedora com todos os méritos do festival de música em 1965 na TV Excelsior, ganhou com Arrastão, e em 1966 foi a minha vez, com Disparada. Foi uma amizade, parecia até que nós éramos namorados, mas juntava a fome com a vontade de comer dentro e fora do palco.

Como foi, sendo intérprete principalmente de samba, explodir com Disparada (Geraldo Vandré/Theo de Barros)?

O pessoal que me conhece sabe da minha presença nesses ritmos todos. Fui um crooner, cantava desde a seresta, samba-canção, rumba, fox, bolero, tango, samba, bossa nova. Só na época quando alguns produtores, como Alfredo Borba, queriam lançar um sambista de São Paulo -porque ainda tinha a rusga entre o samba de SP e do RJ, até o Vinícius de Moraes falou aquilo do “túmulo do samba” - então o Alfredo Borba falou que eu gravasse só samba. Aí gravei três long plays (1963, 1964 e 1965) apenas de samba. De 1966 em diante, passei a ter outros produtores e comecei a gravar seresta. Mas tem meninos assim da sua idade que pedem nos shows Majestade o Sabiá, Disparada, Chão de Estrelas. Hoje, isso me da uma alegria muito grande porque minha vida musical é um leque.

Como muitos, começou no rádio. Como compara com o rádio comercial que temos hoje.

Infelizmente. Quando comecei havia aquelas programações de música ao vivo, com auditório. Em Osasco mesmo, quantas vezes eu cantava nas emissoras locais. Está faltando agora. Essa nova geração está sem espaço para mostrar trabalho, tanto no rádio como na televisão. De uns anos para cá começaram a mostrar só músicas descartáveis, mas embora atrapalhe é coisa passageira. Primeiro começaram as músicas sertanejas feitas de qualquer maneira, depois pagodeiros que não acabavam mais. Mas com um trabalho não digno desse nome. Pagode é uma coisa séria, vem de sertanejos, Zilo e Zalo, Tião Carreiro e Pardinho. E o pagode de hoje vem do partido alto, do samba de quadra. É uma coisa muito séria, que Martinho e Zeca Pagodinho fazem muito bem.

Quais nomes da nova geração da MPB que valem a pena?

Tenho dois exemplos aqui em casa (Jairzinho e Luciana Melo), não é porque são meus filhos. Tem também Wilson Simoninha, Max de Castro, Paula Lima. Outros estilos também, o Rappin Hood, Marcelo D2, o filho do Djavan (Max Viana). Até a Preta Gil, que deu uma parada, Maria Rita...

Rappin Hood, antes ainda do Marcelo D2, juntou samba com rap. Mas falam que o precursor foi você.

Quando gravei ‘Deixa que digam/que pensem/que falem’, em 1964, e foi meu grande sucesso, a gente denominou na época sambalanço. Mas, na verdade, já era um Rap. Em 1989 eu estava em Montreux, na Suíça, e estava o pessoal do Paralamas do Sucesso. A gente estava fazendo uma farra dentro do ônibus e o Herbert Vianna falou: “olha gente, se vocês querem saber quem inventou o Rap, está aqui”. Aí ele me explicou. Hoje, quem canta hip-hop, são unânimes em dizer: “Jairzão é precursor do rap, nosso truta (risos)”.

Como é a história da música Meu Guarda-Chuva, do Jorge Ben?

Eu tinha uma namorada e sempre que o Jorge Ben (não consigo falar Jorge Benjor) vinha para São Paulo nos encontrávamos e íamos pela noite. Uma noite peguei minha namorada e falei: vamos dar um giro. Fomos numa boatezinha que ficava na rua Augusta. Poxa, eu com a namorada e o Jorge sozinho, chegou uma hora ele queria sair. Falei: “vou com você, a namorada fica aí eu falo que a gente já volta e pega ela”. Estava chovendo e o menino foi buscar meu carro e veio com guarda-chuva, pegou o Jorge e botou no banco do carona. Minha namorada veio correndo para entrar dentro do carro. Mas enquanto o cara foi buscar ela de guarda-chuva a gente ó, pinote, linha na pipa, a gente se mandou (risos). Aí o Jorge, no ato, “mas quando eu comecei a gostar de você/você me abandonou/só eu tenho um guarda-chuva adivinha quem vai se molhar”.

E você perdeu a namorada?

Com certeza, (risos) também depois daquilo, sem chance. Também nem gostava tanto assim. Quem lançou essa música foi uma cantora chamada Elizabeth Viana, não sei se nos anos 60 ou 70. Eu acabei gravando há uns quatro anos, no disco Intérprete (2002), produzido pelo Jairzinho, que foi indicado ao Grammy latino. Mais recentemente a Paula Lima gravou.

Quais os locais que vocês freqüentavam na noite?

A gente ia em todas. Ia parar no Som de Cristal, que era um salão de baile, ou aqueles inferninhos. A gente só não fazia besteiras, drogas. De vez em quando um whisky, caipirinha, vinho. Nunca cometemos desatinos.

Quais as maiores influências que sofreu na carreira?

D
o lado sertanejo Tonico e Tinoco, Zico e Zeca, Tião Carreiro e Pardinho. Na parte de seresta Orlando Silva, Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Carlos Galhardo, Francisco Alves, Carmem Costa, Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Maysa, Eliseth Cardoso e outras. Maior influência, meu ídolo foi o Agostinho dos Santos. Também cantava Jamelão, Agnado Rayol. Depois, na minha geração, Elis Regina, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Djavan, Martinho, Paulinho da Viola e tantos outros.

Como vê o caso do Wilson Simonal?

O Simonal era nosso amigo. Todas as segundas-feiras a gente ia jogar futebol, mas não conversava nunca sobre política, só futebol, mulher e música. Quando, em 1971 começou esse lance com o Simonal, até falei: “se manda daqui velho, que a coisa ta brava”. Não deram o direito de defesa a ele. Simonal era um sucesso, o Brasil jamais vai ter outro showman como ele. Acabou tendo a pecha de dedo-duro. Tem agora o Simoninha fazendo com que lembrem do Simonal artista, mas está meio difícil, pois ficou uma mancha. No dia que ele morreu a filha dele ligou para cá e pediu que eu fosse ao hospital. Fui e falei “vamos levantar dessa cama aí rapaz”. Pouquíssimos artistas foram ao velório, mas eu fui me despedir do amigo, injustiçado que foi.

OBS: Se você não entendeu nada nessa pergunta sobre o Wilson Simonal, clique aqui.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cruzeiro perde título em pleno Mineirão para o Estudiantes

O Cruzeiro foi derrotado em pleno Mineirão pelo Estudiantes da Argentina e perdeu a chance de conquistar o tricampeonato da Libertadores. Após um 1º tempo de análise das 2 equipes, o 2º tempo começou diferente, e Henrique abriu o placar para o time celeste, o volante chutou de fora da área e após desvio do zagueiro Desabato a bola morreu no canto baixo do goleiro. Quando tudo parecia caminhar para uma festa Azul e Branco, o Estudiantes mostrou toda a força e malícia dos times argentinos nesta competição e aos 27 min já havia virado o jogo; o Cruzeiro até que tentou mas parava na boa marcação e no seu próprio nervosismo.

Samba,Futebol e Política Analisa:
O Estudiantes mostrou que tem mais elenco que o Cruzeiro.Terminar uma Libertadores com Thiago Ribeiro e Athirson tendo a responsabilidade de resolver, mostra que faltou planejamento. Thiago Ribeiro ainda é muito jovem e nunca foi lá essas grandes coisas por onde passou, o Athirson não tem preparo físico e nem mental para uma partida dessa importância, e já havia mostrado tudo isso no clássico do final de semana contra o Galo, quando entrou para armar o time e ficou sumido durante todo jogo.

Até a próxima!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Brasileirão esquenta!



E aí gente!

Estou de volta, fiquei quase 1 mês sem postar, quase um vagabundo.

O Corinthians conquistou o 3º título da Copa do Brasil e assegurou a tão sonhada vaga na Libertadores-10.A partir de agora o clube terá muito tempo para se planejar, claro, sem esquecer do Brasileiro.

O Brasileirão vem esquentando a cada rodada e não para de derrubar técnicos. Mancini, Parreira e Márcio não resistiram ao fraco início de suas equipes e estão desempregados, juntamente com Muricy e Luxemburgo.

O Cruzeiro que pode ser tricampeão da Libertadores nesta quarta-feira, ocupa as últimas posições da tabela e assim que terminar a Libertadores, precisa correr para tentar se recuperar o quanto antes, para que não aconteça o que aconteceu com o Fluminense no ano passado, quando o time de Laranjeiras lutou até as últimas rodadas para se safar da degola.

Alguns clubes estão surpreendendo neste início: Atlético-MG, Vitória, Palmeiras e Barueri.

O Galo mineiro que lidera, montou um time com jogadores experientes e possui um técnico bem rodado (Celso Roth), mas ainda acho que é um "cavalo paraguaio".

O Vitória vem fazendo uma campanha regular e parece que mais um ano será muito difícil bater o time de Carpegiani na Bahia.

O Palmeiras mantem a base de quase 2 anos e começa muito bem o campeonato, não perde pontos em casa e ainda consegue vencer fora de casa, o que é muito importante num campeonato longo.

A maior surpresa é o Barueri que parece que chegou na série A pra ficar, eu já arrisco a dizer que é o novo São Caetano. O time tem jogado bem, dentro e fora de casa, as vitórias contra Cruzeiro e Atlético-MG, ambas por 4 x 2 deram muita confiança ao time, que vem surpreendendo a cada rodada.

Até a próxima.

Viva o Futebol!

Viva a Vida!

Viva o Brasil!



sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nossos ídolos morrem e sofremos calados





Com a morte de Michael Jackson e toda essa repercussão - inclusive com supostos fãs que começaram só ontem a ouvir as músicas do astro pop - lembrei-me de como nós, sambistas e amantes do samba, sofremos com as perdas de ídolos que, infelizmente, cada vez mais, nos deixam. E o pior: sabermos que morrem sem o devido reconhecimento.

Este post não tem a intenção de desprezar Jackson e sua obra. É que nossos ídolos vão e precisamos curtir as saudades de maneira solitária. Ou quase solitária. Foi o caso, no ano passado, de Luiz Carlos da Vila, por exemplo. Sem querer fazer comparações (até porque comparar astro pop com artista de música raiz é esdrúxulo).

Sem contar as velhas guardas. A cada integrante que se vai, mais um pouco perde o nosso samba, a nossa cultura. E ficamos, na maioria das vezes, sabendo por sites ou blogs. Às vezes uma notinha no rodapé de algum jornalão, ou escondido em um dos portais da internet. Alguns tem mais repercussão. Jamelão, por exemplo. Mas, mesmo assim, curtimos calados a nossa angústia de ver nomes importantes, verdadeiros ícones morrendo.

Gostaria hoje de homenagear os bambas que se foram e contribuíram para construir em nós a paixão que temos pelo samba. O verso "É triste mas foi mais um bamba, que o mundo do samba perdeu" simboliza bem o que sentimos.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Congresso pode liberar uso da Web nas campanhas de 2010

Do blog Conversa Afiada:

Há um consenso entre os partidos representados na Câmara de que o uso da internet deve ser liberado já na campanha de 2010.
A propaganda eleitoral na web, uso de e-mail marketing, twitter e mensagens por celular fazem parte do pacote.

Além disso, os candidatos poderão receber doações de eleitores por transferência eletrônica e até cartão de crédito.
Essas propostas serão apresentadas ao plenário da Câmara na próxima semana. Elas estão incluídas no projeto-base, discutido ontem pelo Grupo de Trabalho para a Reforma Eleitoral.


Comentário do blogueiro: É natural que as campanhas no Brasil se expandam para a internet, e isso é bom para o processo eleitoral, pois aumenta as possibilidades de participação do cidadão. Hoje, quem deseja ter materiais de campanha, ou fazer uma doação, precisa se deslocar a um comitê, ou fazer depósito em conta. Bem mais fácil doar online, utilizando o cartão de crédito.

Mesmo com as restrições que ainda vigoravam na última eleição (2008), os profissionais de marketing conseguiram inovações importantes. É o caso da rede social que foi criada no site do então candidato Gilberto Kassab (DEM), chamada rede K25, uma espécie de orkut dentro do site.

Mas é preciso regulamentar com cuidado o uso das novas mídias. Liberar o envio de e-mails e mensagens de celular para os eleitores pode ser um problema. O cidadão só deve receber as mensagens se desejar.

O uso nas campanhas de blogs, orkut, twitter, facebook, etc, me parece totalmente natural e deve inclusive ajudar a aumentar a participação dos jovens no processo político.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Zinédine Zidane


23/06/1972 - Nasce Zinédine Zidane


Zidane foi escolhido três vezes como o melhor jogador do mundo pela FIFA, foi campeão da Copa do Mundo de 1998 e da Eurocopa de 2000. Em seu último jogo como profissional, Zidane foi expulso após agredir com uma cabeçada o italiano Materazzi. a partida era válida pela final da Copa do Mundo de 2006, a Itália conquistou a Copa e Zidane foi eleito o melhor jogador do Mundial.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Festival de Marchinhas

O CEM (Clube Etílico Musical), também conhecido (ou mais conhecido) como Meirinha, está com inscrições abertas até o próximo domingo para um festival de marchinhas.
A fita ou CD deve ser enviada para rua José Alves Cunha Lima n.159 - cj .2141- Vila Butantã -São Paulo- SP- CEP - 05360-50, em nome de Luiz C. Roque.
No site http://mamaiss.multiply.com/ tem mais informações e a ficha de inscrição.

O CEM fica na rua Fradique Coutinho, 1.048, Vila Madalena, São Paulo.

Cigarro
Aliás, a casa já adotou a proibição ao tabaco mesmo antes da lei entrar em vigor. É incrível a diferença que faz estar em um bar sem pessoas fumando. O ambiente fica mais leve. E os fumantes não precisam deixar de frequentar, já que podem sair para fumar na calçada.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Libertadores e Copa do Brasil

Carlos Ferreira

Essa semana pode ser fantástica para o futebol paulista. Corinthians, São Paulo e Palmeiras entram em campo com grandes chances de avançarem rumo ao título das respectivas competições.

O Corinthians encara o forte Internacional no Pacaembu, pelo 1º jogo da final da Copa do Brasil. O time gaúcho vem desfalcado de D´Alessandro (machucado), além de Nilmar e Kleber, que estão na seleção. Mesmo com os desfalques, o Inter já mostrou que tem elenco pra lutar pelo título.

O Palmeiras enfrenta o Nacional do Uruguai, no estádio Centenário, pelo jogo de volta da Libertadores. No primeiro confronto, o Verdão só empatou em 1 a 1 no Parque Antarctica. A partida promete emoções do inicio ao fim, o Palmeiras chega embalado após vitória sobre o time reserva do Cruzeiro, no domingo.

O São Paulo encara o Cruzeiro no Morumbi nesta quinta-feira e precisa de uma vitória simples para garantir vaga na semi-final. O Cruzeiro não vem de boas apresentações e perdeu por 3 x 0 para o próprio São Paulo pelo Brasileirão. Mas, como dizem por aí, Libertadores é outra história. Então, o que todos veremos com certeza é um grande jogo de futebol.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Na Palma da Mão

Roda de samba "Na Palma da Mão", no Vila do Samba, dia 9, com a participação do vereador Netinho de Paula (PCdoB) tocando repique na música "Malandros Maneiros". Alô Cohab!