Google

quarta-feira, 3 de março de 2010

Bolsa Família e PSDB

Um dos maiores oportunismos eleitorais dos últimos tempos foi cristalizado nesta semana, quando projeto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi aprovado na Comissão de Educação do Senado. O texto prevê um adicional no Bolsa Família para estudantes de acordo com o seu desempenho escolar, ou seja, suas notas.

Ora, sabe-se que, veladamente, os integrantes do partido do senador abominam o Bolsa Família por, segundo eles, ser uma esmola às famílias de baixa renda, principalmente do Nordeste do país.

Desconsideram a dignidade que o projeto, assistencialista sim, mas necessário por enquanto, deu a milhares de pessoas.

O projeto de Jereissati vai contra o que o partido pregou nos últimos anos e serve apenas para que, durante a campanha eleitoral, possam dizer: “nós não apenas vamos manter o Bolsa Família, como vamos dar um plus”.

Em rápido debate promovido na noite de terça-feira, 2, na rádio CBN, entre a senadora Ideli Salvati (PT-SC) e o autor do projeto, este saiu desmoralizado ao mostrar profundo desconhecimento do Brasil real.

Ideli, como ex-professora, explicou que o projeto, se aprovado, é extremamente perigoso, já que geraria pressões sobre as crianças, podendo chegar, no limite, a sofrer agressão física dos pais para obter melhores notas e, consequentemente, aumentar a renda familiar. Disse ela que é absurdo dar a responsabilidade à criança sobre a renda familiar, já que o Bolsa Família tem justamente o objetivo contrário.

Sem argumentos o senador - que certo dia proferiu no Senado: “ando de jatinho porque posso” – disse que o exemplo da agressão física era absurdo e lembrou que as famílias apenas presenteiam os filhos para que tirem melhores notas. Quem dera todos tivessem o berço que Tasso teve, filho do ex-senador Carlos Jereissati e dono de empresas.

O senador dá um bom exemplo de quão distante da realidade está o seu partido.

3 comentários:

juarez disse...

Realmente, partido bom é o PT - e nem preciso dizer porque. Esse lacaio que fez esse comentario só comprova que o bolsa-familia é eleitoreiro. Não pode haver nenhum condicionante, nem mesmo o de boas notas. Tem de ser "de gratis", pra acostumar o pobre. E desde quando a Ideli, uma profissional da politica, conhece o Brasil real? Ora, não nos tire pra imbecis!

Eduardo disse...

O comentário do tal do Juarez (que provavelmente entrou no blog por engano) é preconceituoso e ignorante. Ou seja, imbecil. Até vestiu a carapuça.

Fernando Augusto disse...

Juarez, a própria forma como você zomba do modo errado de falar das pessoas já demonstra seu nível de preconceito.
A Ideli Salvati lecionou sim, inclusive em escolas públicas de periferia. Acho que ela conhece melhor a realidade do que o empresário bem nascido Jereissati.

Abraço, volte sempre